sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Entre um olhar sem fim...

Entre um olhar sem fim...

Entre um olhar e outro
Releio...
Escrevo... 
Recanto o meu canto

Entre um olhar e outro
Altero... 
Transmuto... 
Quebranto o meu pranto  

Entre um olhar e outro
Recato...
Transformo...
Repasso o seu laço


Entre um olhar e outro
Semeio...
Recolho...
Floreio o meu rastro

Entre um olhar e outro
Repenso...
Refaço...
Recrio o meu ato

Entre um olhar e outro
Transmito...
Aprendo...
Alimento o meu ser

Entre um olhar e outro
Apresso-me...
Abrevio-me...
Antecipo o cantar

Entre um olhar e outro
Esperanço...
Me animo...
Presumo ao olhar

Entre um olhar e outro
Amo...
Vivencio...
Compartilho em oração

Entre um olhar e outro
Falo...
Expresso...
Comunico com ardor

Entre um olhar e outro
Sinto...
Pressinto...
Lhe guardo em uma prece

Entre um olhar e outro
Restauro...
Reparo...
Poesia em Setembro

Entre um olhar e outro 
Primavera...
Liberto...
Poetizo ao lhe ver

Entre um olhar e outro e outro olhar...

Escrito por Marcello Tibiriçá.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Violão: Concentração no estudo!!!

Violão: Concentração no estudo!!!

Olá amigos! Neste texto vou abordar sobre a concentração no estudo do violão, um quesito fundamental para se obter um bom rendimento nas tarefas do dia a dia com o instrumento e uma característica primordial existente nos grandes músicos e concertistas!!! Então, vamos lá!!!

Imagine uma pessoa que ao adquirir um produto, por estar desatenta pagou duas vezes mais pelo seu valor!!! Para o estudante de música, a desatenção no momento do estudo do instrumento pode lhe causar prejuízos, não exatamente como a pessoa que pagou duas vezes mais pelo produto, mas a falta de atenção poderá lhe custar caro em relação à assimilação e aprendizagem musical!

Concentração é aplicar o pensamento, a atenção de modo intenso ou exclusivo! Para o aluno de violão, a concentração é um processo de construção e evolução que se passa com a orientação do seu professor. Começa desde o primeiro contato com o instrumento, com a utilização da postura correta do mesmo, com a afetividade pelo aprendizado e com as primeiras notas musicais. Após esta primeira etapa, a concentração do aluno terá uma evolução com peças musicais de curta duração, progredindo com o tempo para um repertório maior em tamanho e escrita. 

Outro bom recurso que auxilia no aprimoramento de uma boa concentração é o esforço do aluno em memorizar a música, após algumas leituras da mesma ao instrumento. Procurar focar a atenção somente nas tarefas a serem realizadas no momento do estudo do violão e, se possível, sem preocupações externas do dia a dia, também será de grande ajuda!

Por fim, para o aprimoramento da concentração e um maior rendimento nos estudos musicais do instrumento, indico também a leitura do meu texto Violão: preparação para o estudo!!!, escrito em Fevereiro de 2013 neste Blog. 

É isso! Espero ter ajudado! E para não perder o costume, vai o lembrete: Procure sempre um bom profissional e com a formação no instrumento da sua escolha!!! Com isso, você ganha tempo no aprendizado correto e maior conhecimento musical!!!

Escrito por Marcello Tibiriçá.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Folclore no Ensino Musical!!!

O Folclore no Ensino Musical!!!
(Pluralidade cultural,  pedagogia reflexiva e música).

Para o professor, a necessidade em se trabalhar a pluralidade e os elementos culturais na educação em nossos dias, seja no ensino regular ou musical, se torna cada vez mais um compromisso a ser cumprido, ao passo que o educador, no momento o qual decide por elaborar um currículo onde a diversidade cultural esteja presente nas atividades dos alunos, precisará de forma diversificada utilizar os mais variados recursos disponíveis para o processo educacional como um todo.

O folclore brasileiro e universal é uma das manifestações onde a pluralidade cultural se permeia através dos costumes dos mais variados e de regiões das mais diversas do nosso país e do mundo!  Tem suas origens nas mais variadas festas populares, nos costumes e na cultura das mais diferentes regiões e nações, estando presente nas festas dos povos em diferentes momentos do nosso calendário. Em outros momentos foi objeto de pesquisa e de estudo por importantes compositores como Villa-Lobos, Béla Bartók e Zoltán Kodály. Como parte imprescindível da formação cultural das crianças, ele está presente nas escolas com a sua inserção através dos Parâmetros Curriculares Nacional , ainda muito cedo, a partir dos jogos, das cantigas, das parlendas, dos desenhos, das comemorações festivas, enfim, recriando o universo infantil de forma lúdica e enriquecendo o mundo da criança em sua imaginação e criatividade!!!

Esses conhecimentos plurais e culturais adquiridos pela criança desde muito cedo no seu dia a dia escolar podem ser educados e trabalhados musicalmente, ampliando assim o seu repertório cultural musical, através de novos recursos metodológicos e pedagógicos ministrados pelo seu professor de música. Na aula de instrumento musical ou de canto, o professor, ao utilizar a riqueza de elementos culturais que a criança possui com sua experiência de vida, poderá proporcionar a mesma um contato com os primeiros ritmos, melodias ou acordes de forma organizada, lúdica e divertida a partir de metodologias que favoreçam o processo de ensino e aprendizagem, respeitando assim sua etapa inicial de adaptação com o novo instrumento, com os novos elementos musicais, através de uma linguagem acessível, familiar e organizada.

Em Antropologia, cotidiano e educação. Rio de Janeiro: IMAGO, 1990, a autora do livro, Pedagoga e Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, Maria Cecília Sanchez Teixeira nos mostra que o “professor deve desenvolver uma visão perspicaz e sensível sobre a cultura escolar, olhando nos olhos do aluno e ouvindo aquilo o que ele tem a dizer.” Da mesma forma, um dos nossos maiores pedagogos, o Educador Paulo Freire, defendia um ensino através do diálogo, da pluralidade cultural, do respeito às individualidades, da democracia e de uma educação emancipadora, onde o aluno pudesse expressar seu pensamento, seus sentimentos. 

Acreditar em um ensino musical desta forma é redimensionar elementos pedagógicos através de uma atividade musical plural onde a individualidade de cada aprendiz possa ser parte da coletividade. Sendo assim, a não uniformização de conceitos, uma pedagogia reflexiva através da criticidade, da pluralidade e da diversidade curricular se faz necessário em nossos dias, ampliando as possibilidades de aprendizado através da riqueza cultural existente em nosso país e no mundo!!! 

O folclore, com as suas multiplicidades regionais, é um elemento importante do nosso passado, do presente e de formação cultural do ser humano para o futuro. Da mesma importância que é a herança deixada pela nossa história musical ocidental, como a música do Renascimento, do Barroco, do Classicismo, do Romantismo, do Nacionalismo, do Jazz ou as correntes do Século XX, a música folclórica, como manifestação de expressão livre dos povos, é um elemento catalisador dentro do processo de aprendizado da criança, no momento o qual o mesmo se cria, se transforma e se multiplica enquanto educação musical.

Em uma de suas citações, nosso grande Maestro e Compositor Heitor Villa-Lobos expressou que “A música folclórica é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo expresso pelo som.”    

Caberá então ao Professor de Música da nossa atualidade escolher em qual momento e de que maneira inserir no currículo de ensino musical esse elemento cultural tão rico e tão importante em nossa sociedade, ao passo que uma herança musical que se manifeste através da expressão livre dos povos possa se permear de forma a perpetuar-se e transformar-se através de uma pedagogia reflexiva, diversificada e transformadora, onde professor e aluno interajam através do diálogo, do ritmo, da melodia, da harmonia e da música.

Escrito por Marcello Tibiriçá.    

Violão: preparação para o estudo!!!

                                         
 Violão: preparação para o estudo!!!

Olá amigos!!! É comum encontrarmos no estudo diário do violão práticas como a postura, a técnica, a leitura, o repertório, e todas essas etapas desempenhadas com um nível importante de concentração para a concretização do mesmo. Para um melhor rendimento das práticas já mencionadas, gostaria de abordar hoje outras práticas que antecedem o estudo do violão e que podem colaborar com o mesmo tornando-o mais prazeroso, melhorando assim a concentração do aluno iniciante, desde a preparação e o momento do estudo propriamente dito. Vamos lá?!!! Boa preparação e bons estudos!!!   



Local de estudo: O nosso “santuário”!!!



Na procura do local para o estudo, o aluno que se inicia no instrumento passa a experimentar vários espaços, e com o passar do tempo decide por aquele que mais o faz sentir-se a vontade, adaptando-se gradativamente a este de forma natural. 

Costumo dizer que o lugar do estudo é o nosso “santuário”!!! É nele que estabelecemos uma conexão direta com a música e com o violão desde o momento que o adentramos. É imprescindível que o mesmo tenha uma excelente iluminação, propiciando uma visualização clara das leituras e do estudo, contribuindo assim para um melhor rendimento e um desgaste menor da visão. É neste espaço que o aluno escolhe em obter o seu melhor aproveitamento, transformando o tempo que viverá nele em seu momento único, e somente seu!!! Quanto à personalização do espaço, se assim o desejar, um ambiente totalmente musical é sempre salutar e bem vindo!!!     

Alongamentos para aquecimento: O “advogado do ciático.”  


Estudar e tocar violão, além de ser uma prática prazerosa, lúdica e saudável, e assim deve ser, também exige um trabalho braçal, onde o esforço físico que empreendemos ao estarmos sentados por um determinado tempo numa certa postura, pode nos trazer tensões indesejáveis que precisam ser eliminadas desde o início, durante e depois do estudo!

Alongar mãos, dedos, braços, ombros, pescoço, coluna e articulações do nosso corpo, antes de nos sentarmos ao violão, é uma forma de prevenir tensões e preparar a mente e a respiração para o estudo. Porém, alongamentos como estes devem ser ministrados por um professor que tenha conhecimento sobre o assunto, ou, sob orientações de um profissional de fisioterapia ou pilates!!! Os alongamentos também são recomendados nos intervalos do estudo e no final do mesmo, melhorando assim o rendimento e a concentração e, principalmente como forma de prevenção contra o LER (Lesões por Esforços Repetitivos), proporcionando ao estudante uma mente e físico saudáveis.

Para os alunos que têm o esporte como um hábito saudável em suas vidas, estes possuem um poderoso aliado no combate às tensões e ao stress!!!

Duração do estudo!

O tempo de estudo de um aluno de violão em estágio avançado, ou de um concertista profissional é bastante longo, podendo o mesmo variar de 6 à 8 horas diárias com intervalos. Para o iniciante, ainda nos primeiros dias de estudo é aconselhável no máximo 30 minutos diários com intervalo, e não mais do que isso! Por não possuir ainda uma concentração desenvolvida para o estudo do instrumento, um tempo acima do aconselhado seria um desperdício de energia desnecessário e não saudável para o aluno. Com o passar do tempo e, com uma concentração mais focada e preparada, a duração do estudo poderá ser aumentada com a orientação do professor!!!


Para finalizar, aqui vai uma dica importante!!! Procure sempre um bom profissional e com a formação no instrumento da sua escolha!!! Com isso, você ganha tempo no aprendizado correto e maior conhecimento musical!!!

Então é isso! Espero que os amigos tenham gostado! Em outro momento abordarei sobre a concentração no estudo do violão. Até a próxima!!!      

Escrito por Marcello Tibiriçá.

domingo, 28 de abril de 2013

O menino girassol...


O menino girassol...

Gira o sol...
Gira o céu...
Gira o mar...
Uma imensidão de desejos:
O sol, o céu, o amar, o anil...
Cata vento, gira o vento!
Gira a folha, vai feliz...
Colhe o Outono!
Brinda o tempo!
Traz no ventre amor sem fim...
Brinca o apito! Lá vai fumaça...
Percorre a linha! TAMANHO É O TREM!!!
Lança a pipa espalhando o mato...
Balança em roda, flor de cetim!
Recebe o beijo, algodão de linho!
Transforma o pólen, amarelo em tom!!!
Chuta a bola! Lá vai vidraça...
Acorda o sonho!!! Quem foi? Quem fez?!!!
Girava o sonho...
Girou a fumaça...
Girava o Outono...
Gira feliz!!!
Hoje é Domingo!!!
Gira o sol do menino...
O trem, a pipa, a bola, a vidraça...
E o menino?
Girassol de menino!!!

Escrito por Marcello Tibiriçá.


sábado, 13 de abril de 2013

O Folclore no Ensino Musical!!!


O Folclore no Ensino Musical!!!
(Pluralidade cultural,  pedagogia reflexiva e música).

Para o professor, a necessidade em se trabalhar a pluralidade e os elementos culturais na educação em nossos dias, seja no ensino regular ou musical, se torna cada vez mais um compromisso a ser cumprido, ao passo que o educador, no momento o qual decide por elaborar um currículo onde a diversidade cultural esteja presente nas atividades dos alunos, precisará de forma diversificada utilizar os mais variados recursos disponíveis para o processo educacional como um todo.

O folclore brasileiro e universal é uma das manifestações onde a pluralidade cultural se permeia através dos costumes dos mais variados e de regiões das mais diversas do nosso país e do mundo!  Tem suas origens nas mais variadas festas populares, nos costumes e na cultura das mais diferentes regiões e nações, estando presente nas festas dos povos em diferentes momentos do nosso calendário. Em outros momentos foi objeto de pesquisa e de estudo por importantes compositores como Villa-Lobos, Béla Bartók e Zoltán Kodály. Como parte imprescindível da formação cultural das crianças, ele está presente nas escolas com a sua inserção através dos Parâmetros Curriculares Nacionais , ainda muito cedo, a partir dos jogos, das cantigas, das parlendas, dos desenhos, das comemorações festivas, enfim, recriando o universo infantil de forma lúdica e enriquecendo o mundo da criança em sua imaginação e criatividade!!!

Esses conhecimentos plurais e culturais adquiridos pela criança desde muito cedo no seu dia a dia escolar podem ser educados e trabalhados musicalmente, ampliando assim o seu repertório cultural musical, através de novos recursos metodológicos e pedagógicos ministrados pelo seu professor de música. Na aula de instrumento musical ou de canto, o professor, ao utilizar a riqueza de elementos culturais que a criança possui com sua experiência de vida, poderá proporcionar a mesma um contato com os primeiros ritmos, melodias ou acordes de forma organizada, lúdica e divertida a partir de metodologias que favoreçam o processo de ensino e aprendizagem, respeitando assim sua etapa inicial de adaptação com o novo instrumento, com os novos elementos musicais, através de uma linguagem acessível, familiar e organizada.

Em Antropologia, cotidiano e educação. Rio de Janeiro: IMAGO, 1990, a autora do livro, Pedagoga e Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, Maria Cecília Sanchez Teixeira nos mostra que o “professor deve desenvolver uma visão perspicaz e sensível sobre a cultura escolar, olhando nos olhos do aluno e ouvindo aquilo o que ele tem a dizer.” Da mesma forma, um dos nossos maiores pedagogos, o Educador Paulo Freire, defendia um ensino através do diálogo, da pluralidade cultural, do respeito às individualidades, da democracia e de uma educação emancipadora, onde o aluno pudesse expressar seu pensamento, seus sentimentos. 

Acreditar em um ensino musical desta forma é redimensionar elementos pedagógicos através de uma atividade musical plural, onde a individualidade de cada aprendiz possa ser parte da coletividade. Sendo assim, a não uniformização de conceitos, uma pedagogia reflexiva através da criticidade, da pluralidade e da diversidade curricular se faz necessário em nossos dias, ampliando as possibilidades de aprendizado através da riqueza cultural existente em nosso país e no mundo!!! 

O folclore, com as suas multiplicidades regionais, é um elemento importante do nosso passado, do presente e de formação cultural do ser humano para o futuro. Da mesma importância que é a herança deixada pela nossa história musical de todas as épocas, como a música do Renascimento, do Barroco, do Classicismo, do Romantismo, do Nacionalismo, do Jazz ou das correntes do Século XX, a música folclórica, como manifestação de expressão livre dos povos, é um elemento catalisador dentro do processo de aprendizado da criança, no momento o qual o mesmo se cria, se transforma e se multiplica enquanto educação musical.

Em uma de suas citações, nosso grande Maestro e Compositor Heitor Villa-Lobos expressou: “A música folclórica é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo expresso pelo som”.    

Caberá então ao Professor de Música da nossa atualidade escolher em qual momento e de que maneira inserir no currículo de ensino musical esse elemento cultural tão rico e tão importante em nossa sociedade, ao passo que uma herança musical que se manifeste através da expressão livre dos povos possa se permear de forma a perpetuar-se e transformar-se através de uma pedagogia reflexiva, diversificada e transformadora, onde professor e alunos interajam através do diálogo, do ritmo, da melodia, da harmonia, da expressão e da música.

Escrito por Marcello Tibiriçá.    
             


terça-feira, 5 de março de 2013

5 de Março: Dia de Villa-Lobos!!!


5 de Março: Dia de Villa-Lobos!!!


Olá amigos!!! Hoje, não poderia esquecer-me do maior Compositor Brasileiro de todos os tempos, o Maestro Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959), nosso Villa-Lobos, que utilizou em suas composições, tanto os recursos composicionais eruditos, quanto a linguagem musical popular, unindo essas duas expressões de forma majestosa!!! O folclore brasileiro, a atmosfera indígena e o choro boêmio estiveram sempre presentes em sua magnífica obra, e Villa-Lobos sempre formalizou os mais altos recursos composicionais na construção desses temas!!! O dia 05 de Março marca o aniversário de nascimento do nosso maior Mestre!!! Parabéns, Maestro Heitor Villa Lobos!!!


Sua Obra:


Música Orquestral: 12 Sinfonias (1916-1957); Uirapuru (1917); Amazonas; Choros: n.º 06 (1926), n.º 08 (1925), n.º 09 (1929), n.º 10 - Rasga o Coração, n.º 11 (1928) e n.º 12 (1929).



Bachianas brasileiras: n.º 01 (1930) para 12 Violoncellos, n.º 02 (1930) para orquestra, n.º 03 (1938) para piano e orquestra, n.º 04 (1936) para piano ou para orquestra, n.º 05 (1938-1945) para soprano e 8 violoncellos, n.º 06 (1938) para flauta e fagote, n.º 07 (1942) para orquestra, n.º 08 (1944) e n.º 09 (1945) para orquestra e choro.


Outros: Erosão (1950), Odisseia de uma Raça (1953), Gênesis (1954), Emperor Jones (1956), Momoprecoce para piano e orquestra (1929), 5 concertos para piano e orquestra (1945, 1948, 1957, 1954, 1954), Martírio dos Insetos (1925) para violino e orquestra, 2 concertos para violoncelo e orquestra (1913, 1955), Concerto para Violino e Orquestra (1951), Concerto para Violão e pequena orquestra (1951), Concerto para Harpa e Orquestra (1953), Concerto para Harmônica e Orquestra 1953,  Ciranda das Sete Notas para Fagote e Orquestra (1953), Fantasia para Violoncelo e Orquestra (1945), Concerto grosso (1958).


Piano: Danças Características Africanas (1914), Prole do Bebê n.º 01 (1918), Prole do Bebê n.º 02 (1921), Lenda do Caboclo (1920), Caixinha de Música Quebrada, Rudepoema (1926), Choros n.º 05 (1926), Cirandas (1929), Saudades das Selvas Brasileiras (1927), Valsa da dor (1930), Ciclo Brasileiro (1936), As Três Marias (1939), Hommage a Chopin (1949).


Música de câmara: 17 quartetos de cordas (1915–1957), 3 trios para piano, violino e violoncelo, Sexteto Místico (1917), Quarteto Simbólico (1921), Trio para oboé, clarinete e fagote (1921), Noneto (1923), Quarteto de sopros (1928), Quinteto em Forma de Choros (1928), Bachianas n.º 01 para conjunto de violoncelos (1930), Bachianas n.º 06 para flauta e fagote (1938), Trio de cordas (1945), Duo para violiono e viola (1946), Assobio a Jato (1950), Fantasia Concertante (1953), Duo para oboé e fagote (1957) e Quinteto instrumental (1957).


Violão: Choros n.º 01 (1924), 12 Estudos (1924–1929), 5 Prelúdios (1940) e Suite Popular Brasileira (5 peças) (1908-1912 e 1923).


Música Vocal: Canções típicas brasileiras (1919), Guia prático (1938), Serestas (1925), Bachianas n.º 05 (1938–1945) para Soprano e 8 Violoncellos, Floresta do Amazonas (1958), Modinhas e canções (1933–1942) e Poema de Itabira (1942).


Música Coral: Vida Pura, oratório (1919), Descobrimento do Brasil, 4 suítes (1937), Missa de São Sebastião (1937), Bendita Sabedoria (1958) e Magnificat (1958).


Música Dramática: Izaht, ópera (1912/1918), Magdalena, opereta (1947), Yerma, ópera (1956) e A Menina das Nuvens, ópera bufa (1958).



sábado, 2 de março de 2013

La Guitarra: Poema de Federico García Lorca.


Olá amigos!!! Começo o mês de Março compartilhando com vocês um poema do escritor e dramaturgo espanhol Federico García Lorca. Além da sua afinidade com o teatro e a literatura, Lorca também foi um grande compositor. O poema chama-se La Guitarra, do livro “El Poema Del Cante Jondo”.  Espero que gostem!!! Abraços.

La Guitarra (García Lorca).


Empieza el llanto de la guitarra.
Se rompen las copas de la madrugada.
Empieza el llanto de la guitarra.
Es inutil callarla. Es imposible callarla.
Llora monotona como llora el agua,
Como llora el viento sobre la nevada.
Es imposible callarla.
Llora por cosas lejanas.
Arena del Sur caliente
que pide camelias blancas.
Llora flecha sin blanco, la tarde sin mañana,
y el primer pájaro muerto sobre la rama.
Ó guitarra!
Corazón malherido por cinco espadas.

A Guitarra (García Lorca).

Começa o choro da guitarra.

Quebram-se os copos da madrugada.
Começa o choro da guitarra.
É inútil silenciá-la. É impossível silenciá-la.
Chora monótona como chora a água,
Como chora o vento sobre a nevada.
É impossível silenciá-la.
Chora por coisas distantes.
Areia quente do Sul pedindo camélias brancas.
Chora a flecha sem alvo, a tarde sem manhã
E o primeiro pássaro morto nas ramadas.
Oh guitarra!
Coração ferido por cinco espadas.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Você e o tempo...


Para todos os amigos que nas melhores recordações também desejam um novo tempo, com manhãs repletas de amor e paz!!!

Você e o tempo...


O tempo é agora

Ou tempo de outrora
Do tempo de ver, de ser e viver...

Achando, contando

Sentindo, sorrindo
É tempo pensando...
Lembrando o menino...

Deixando as arestas

Marcando centelhas
Você que transborda
Que sente, que vê...

Do tempo corrente

Da gente vivente
Dos sonhos contados
De amar e crescer...

Esquinas são lidas

Marcadas em versos
Poemas de vidas
Que não voltam mais?

É o tempo do ventre

Da mãe e do filho
Da flor e a semente
Contar é viver...

Do mundo que chora

O tempo que implora
A paz que se tece
No tempo de crer...

Você faz o tempo

O tempo amanhece
Você é o amor
O tempo é você!!!

Escrito por Marcello Tibiriçá.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Andrés Segóvia: 120 Anos de Nascimento e a Importância de Sua Trajetória para o Violão!!!


Andrés Segóvia: 120 Anos de Nascimento e a Importância de Sua Trajetória para o Violão!!!

Hoje, comemoramos 120 anos de nascimento do lendário violonista Andrés Segóvia! Nascido em Linares, Espanha, em 21 de Fevereiro de 1893, grande expoente do violão erudito, foi fundamental no ressurgimento e no estabelecimento do violão clássico no século XX, e por ter sintetizado todo um pensamento sobre o instrumento, construindo uma importante escola violonística nesta época.

No final do século XIX, com a evolução na construção de instrumentos, e uma predileção maior das pessoas pelo piano, o violão nesta época caiu em desuso, ficando por um bom tempo apenas nos círculos de apreciadores. Segóvia possui relevância fundamental em apresentar e estabelecer o violão do século XX nas salas de concertos. Foi um grande concertista, defendendo o violão como um “instrumento erudito”, através de um repertório transcrito e desenvolvido para o mesmo, porém, com muita relutância dos especialistas em música erudita de sua época.

Devido a sua grande trajetória de trabalho com o violão e, por sua diferenciada e apurada técnica desenvolvida para o instrumento, compositores como Castelnuovo-Tedesco, Villa-Lobos e Pedrell compuseram obras importantes para Segóvia, com destaque para os 12 estudos de violão, escritos pelo maestro Villa-Lobos em homenagem ao mestre do violão.

Assim como no século XIX, o nome do Violonista Francisco Tárrega esteve associado ao Luthier Antonio de Torres na evolução do violão como instrumento de concerto, a partir do século XX, a melhoria do mesmo, também se deve à parceria de Segóvia com o Luthier Hermann Hauser, melhorando assim as técnicas de construção, de sonoridade de timbres e a amplitude sonora do instrumento.

A importância de Segóvia também é marcada por importantes transcrições que o mestre realizou para o violão de obras de Bach, como a inesquecível e tão tocada Chaconne BWV 1004, original para violino solo, por transcrições de peças originais de outros instrumentos eruditos, reescrevendo também obras transcritas pelo Violonista Francisco Tárrega, como exemplo.

Violonistas e artistas consagrados, como o violonista australiano John Williams, o guitarrista britânico Stephen Hackett, da lendária banda de rock progressivo Genesis, e a violonista clássica iraniana Lily Afshar, entre outros, foram alguns dos alunos de Segóvia, participando das suas lendárias master-classes.

Se hoje, o violão como um dos instrumentos mais popularizados, ultrapassa fronteiras com tantos estilos diferenciados, técnicas e instrumentistas fantásticos, podendo o mesmo dialogar com o popular, o erudito ou outra linguagem, de alguma forma isso também se deve à este grande mestre, que deixou um legado importante para que outras escolas surgissem, fazendo assim com que a arte violonística se perpetuasse até os nossos dias!!! 

Costumo dizer que assim como para  Friedrich Nietzsche, “sem música, a vida seria um erro”,  da mesma forma, “sem Segóvia, o violão não seria o mesmo”!!! Andrés Segóvia morreu em 3 de junho de 1987,  em Madrid, Espanha. Ganhou, em 1958, o Grammy de melhor trabalho erudito instrumental, pela gravação Segovia Golden Jubilee.    

Escrito por Marcello Tibiriçá.







domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Música dos Jardins...


Para todos os amigos que também acreditam na música como a arte da transmutação para a paz e para o amor !!! Como sempre diz um amigo, Music is Love!!! 

A Música dos Jardins...

A Música dos Jardins tem o som das flores
O ritmo do amor
O amor em compassos...

Tem o tom da esperança
Tem escalas de lírios 
Para as damas da noite
Tem o sol das manhãs...

Tem fermatas de hortências 
Sustenido e hortelã 
A harmonia das rosas
Contraponto dos cravos...

Tem perfume de notas
Das notas de orvalho
Para um tempo tem dálias
Para outro alecrim...

Tem canção de gerânio
Com poemas de íris
Melodia em camélias
Azaléias do amor...

Tem os modos de acácia
A textura da anis
A dinâmica dos pólens
Borboletas em flor...

Tem acordes de anêmonas 
Ornamentos de lótus
Andamento dos néctares
Semitom de jasmim...

Tem legato em lavanda
E floreios de zínias
Também ponto de aumento
Miosótis com bis...

Tem saudade em tulipas
Violetas nas codas
Ritornellos de gérberas
Com cantos de passarim...

Os jardins têm canções
Com sementes de amor
Muitas flores nos compassos
É  a música do Criador!!!

Escrito por Marcello Tibiriçá.




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Violão: preparação para o estudo!!!


Violão: preparação para o estudo!!!

Olá amigos!!! É comum encontrarmos no estudo diário do violão práticas como a postura, a técnica, a leitura, o repertório, e todas essas etapas desempenhadas com um nível importante de concentração para a concretização do mesmo. Para um melhor rendimento das práticas já mencionadas, gostaria de abordar hoje outras práticas que antecedem o estudo do violão e que podem colaborar com o mesmo tornando-o mais prazeroso, melhorando assim a concentração do aluno iniciante, desde a preparação e o momento do estudo propriamente dito. Vamos lá?!!! Boa preparação e bons estudos!!!   

Local de estudo: O nosso “santuário”!!!


Na procura do local para o estudo, o aluno que se inicia no instrumento passa a experimentar vários espaços, e com o passar do tempo decide por aquele que mais o faz sentir-se a vontade, adaptando-se gradativamente a este de forma natural. 

Costumo dizer que o lugar do estudo é o nosso “santuário”!!! É nele que estabelecemos uma conexão direta com a música e com o violão desde o momento que o adentramos. É imprescindível que o mesmo tenha uma excelente iluminação, propiciando uma visualização clara das leituras e do estudo, contribuindo assim para um melhor rendimento e um desgaste menor da visão. É neste espaço que o aluno escolhe em obter o seu melhor aproveitamento, transformando o tempo que viverá nele em seu momento único, e somente seu!!! Quanto à personalização do espaço, se assim o desejar, um ambiente totalmente musical é sempre salutar e bem vindo!!!     

Alongamentos para aquecimento: O “advogado do ciático.”  


Estudar e tocar violão, além de ser uma prática prazerosa, lúdica e saudável, e assim deve ser, também exige um trabalho braçal, onde o esforço físico que empreendemos ao estarmos sentados por um determinado tempo numa certa postura, pode nos trazer tensões indesejáveis que precisam ser eliminadas desde o início, durante e depois do estudo!

Alongar mãos, dedos, braços, ombros, pescoço, coluna e articulações do nosso corpo, antes de nos sentarmos ao violão, é uma forma de prevenir tensões e preparar a mente e a respiração para o estudo. Porém, alongamentos como estes devem ser ministrados por um professor que tenha conhecimento sobre o assunto, ou, sob orientações de um profissional de fisioterapia ou pilates!!! Os alongamentos também são recomendados nos intervalos do estudo e no final do mesmo, melhorando assim o rendimento e a concentração e, principalmente como forma de prevenção contra o LER (Lesões por Esforços Repetitivos), proporcionando ao estudante uma mente e físico saudáveis.

Para os alunos que têm o esporte como um hábito saudável em suas vidas, estes possuem um poderoso aliado no combate às tensões e ao stress!!!

Duração do estudo!


O tempo de estudo de um aluno de violão em estágio avançado, ou de um concertista profissional é bastante longo, podendo o mesmo variar de 6 à 8 horas diárias com intervalos. Para o iniciante, ainda nos primeiros dias de estudo é aconselhável no máximo 30 minutos diários com intervalo, e não mais do que isso! Por não possuir ainda uma concentração desenvolvida para o estudo do instrumento, um tempo acima do aconselhado seria um desperdício de energia desnecessário e não saudável para o aluno. Com o passar do tempo e, com uma concentração mais focada e preparada, a duração do estudo poderá ser aumentada com a orientação do professor!!!

Para finalizar, aqui vai uma dica importante!!! Procure sempre um bom profissional e com a formação no instrumento da sua escolha!!! Com isso, você ganha tempo no aprendizado correto e maior conhecimento musical!!!

Então é isso! Espero que os amigos tenham gostado! Em outro momento abordarei sobre a concentração no estudo do violão. Até a próxima!!!      

Escrito por Marcello Tibiriçá.








quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Arte e Artista: entre linhas e entre "Artes"!!!



Não é novidade que a criação humana há muito tempo, em diversos setores do conhecimento se "perpetua" de forma rápida através dos meios de comunicação de massa, seja com a TV, o rádio, o jornal e, principalmente hoje pela internet! Como a palavra "criar" está direta ou indiretamente ligada à palavra "Arte", decidi escrever o texto Arte e Artista: entre linhas e entre "Artes", procurando explorar as várias possibilidades que o tema sugere, sem limitá-lo em definições. Espero, de forma despretensiosa, com as idéias levantadas aqui contribuir com os amigos que de alguma forma buscam na Arte um sentido. Se não o verdadeiro, pois, já escrito pelo escritor Jonathan Sfran Foer: “nada é bonito e verdadeiro” (em Extremamente alto & Incrivelmente perto), mas, ao menos, um sentido vivenciado pelas sensações e emoções que o criador ao comunicar passa ao espectador, transformando-o após o contato com a sua criação, possibilitando-o assim um olhar diferenciado das coisas e da vida em nosso dia-a-dia, e que nunca mais será o mesmo!!!  Então, vamos lá? Boa leitura!!!     

Arte e Artista: entre linhas e entre "Artes"!!!

É possível conceituar "Arte"? Se pensarmos em conceito como uma forma genérica de enunciação de entidades ou seres, a resposta é sim! Diferentemente da definição, que intrinsecamente restringe o entendimento do enunciado de entidades ou seres de forma delimitada, podemos sim, de maneira ampla explorar conceitos sobre "Arte", ampliando assim um leque de possibilidades e discussões em torno da mesma.

Convivemos com a "Arte" desde os primórdios da civilização, quando o homem ainda primitivo deixava seus desenhos e sinais nas paredes das cavernas, até hoje, onde desenhos que só podem ser vistos através de lentes e lupas especiais foram feitos em micro-chips por programadores, de maneira pensada, ponto por ponto, para que a lógica dos programas de computadores não fosse alterada na tentativa da construção dos desenhos!

O Artista, ao dominar as possibilidades expressivas das formas materiais da Arte, como a da pintura, da escultura, do desenho ou da dança, por exemplo, passa a comunicar uma gama de sentimentos, sensações e emoções, transformando assim o cenário anterior do espectador que jamais será o mesmo, após vivenciar a obra comunicada de forma artística, através da interpretação e da expressão. Similarmente, podemos compreender que o mesmo cenário se perpetua através das formas imateriais como a música, quando essa, comunica ao ouvinte todas as suas informações sonoras de uma composição, recriada através do dinamismo que o Artista - interprete emprega ao expressá-la dinamicamente.  

Ao desejar comunicar com “perfeição” seus sentimentos, sensações e expressões (aqui, perfeição entre aspas, pois, existiria perfeição no mundo real?), o Artista, enquanto detentor das técnicas de criação (“construção”) da “Arte”, e da expressão das formas materiais ou imateriais, revelaria suas “verdades interiores”, libertando assim o criador e criatura numa mesma simbiose de sentimentos aflorados e despertados no processo criativo? Levaria então o criador, o seu espectador ao encontro da luz, diante da “verdade oculta” dos mistérios não desvendados pelos caminhos da criação artística?  Seria o Artista o arquétipo do Filósofo, que ao sair “das sombras da Caverna para a Luz” (Platão em A República – Livro VII), mostraria ao mundo a procura por sua maior inspiração transmutada em forma de “Arte”? Revelaria assim ao espectador, o que foi contemplado no mundo luminoso das “idéias mais reais que a realidade”? Seria então a obra de “Arte” sua revelação verdadeira, ou, apenas libertada do seu “esforço criativo” e do seu mundo imaginário revelado pela inspiração?  


Da mesma forma que exploramos e debatemos genericamente conceitos sobre a Arte, a beleza, por ser essa muitas vezes associada a aquela através do olhar humano, não é passível de definição, pois, o entendimento sobre determinada criação se dá de maneiras infinitamente diferenciadas, através das múltiplas sensações, sentimentos e interpretações que cada espectador expressa particularmente, não se classificando assim como regra. Para o matemático Pitágoras, como exemplo, o belo estava associado aos números e à perfeita proporção destes. Já para o filósofo Kant, não podemos conceituar a beleza, sendo esta inexplicável, desvendando-a assim através do que estava ocultado pelo “número”. Então, seria realmente a beleza um mistério? Ou, ao compreender a obra artística revelada e expressada pelo seu autor, com todos as suas sensações e sentimentos, a beleza até então não desvelada ao espectador viria definitivamente a ser desvendada como forma apreciativa? Ou, ainda, simplesmente o olhar, o compreender e o desvendar estão à parte do que viria a ser a beleza? Mas, o que seria a beleza?          

Se ao desvelar o mistério da sua Arte, o Artista, que ao comunicar o segredo intrinsecamente ocultado desta, proporciona ao espectador possibilidades infindáveis de contemplação, de entendimento e de interpretações, então, um horizonte infinito de sentimentos e sensações poderão ser despertados no apreciador, no momento o qual esse escolhe receber todas as informações expressadas pelo criador.

A música, como já citado aqui no texto, enquanto uma forma imaterial da Arte, comunica todas as suas informações através do som. Enquanto outras formas materiais da Arte “significam”, através da visualização, o objeto da sua comunicação, a música é por si só esse objeto! É o dinamismo da emoção com o intuito de despertar, observado pelo compositor Richard Wagner. 

Então, em nossos dias, com a proliferação quase que instantânea de tantas formas de “Arte” e com a mesma proliferação de tantos “Artistas” promovidos pelas mídias de massa, onde o imediatismo pelo lucro se coloca de forma muitas vezes acima da Arte, de tudo e de todos, viveria então, além das fronteiras de grupos e espectadores especializados, por exemplo, o compositor Jules Messenet, com sua sublime Meditação de Thaís, ou, o extraordinário compositor Johann Sebastian Bach, com seus maravilhosos e inebriantes Prelúdios e Fugas para Cravo bem Temperado? Sem querer fazer trocadilhos, mas, poderíamos temperar os dias atuais com Arte? Viveriam então, Bach e Messenet como Os Miseráveis de Victor Hugo? Viveria Monet ou Picasso? Viveria Manuel Bandeira ou Machado de Assis? Viveria Mozart, Beethoven, Debussy ou Villa-Lobos? E a Arte, viverá? E o Artista?

"Só a Arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem." (Johann Goethe).

Escrito por Marcello Tibiriçá.